Como proteger placas eletrônicas expostas a ambientes agressivos

O processo produtivo de algumas empresas libera no ambiente componentes corrosivos e toxicos que podem danificar e prejudicar o funcionamento dos equipamentos presentes nesse ambiente. Um bom exemplo a citar neste contexto é o das empresas no ramo de celulose e papel, que utilizam ácido sulfúrico em determinada fase do seu processo de fabricação.
Quando eu trabalhava com manutenção preventiva e corretiva, atendia um cliente de Canoinhas-PR que atuava nesse ramo e que foi o foco de um case muito interessante.
Frequentemente ele enviava para conserto cartões de I/O e CPUs de PLCs, fontes, inversores de frequência e soft starters cujas placas apresentavam suas trilhas severamente corroídas. Em alguns casos, sequer era possível reparar os equipamentos tamanha eram os danos causados pela atmosfera agressiva a que tinham sido submetidos.
No entanto, um dos serviços que a empresa onde eu trabalhava oferecia, era o de aplicação de uma espécie de verniz, chamado Conformal Coating (R), em placas eletrônicas. Esse produto protege a placa contra a corrozão além de evitar danos causados por particulas que possam eventualmente se depositar sobre ela.
Percebendo que essa seria uma solução interessante para diminuir o índice de quebra de equipamentos desse meu cliente, apresentei a ele o produto e propus um teste onde aplicariamos o verniz em algumas placas que ficavam localizadas nos setores mais críticos da planta. E ele abraçou a idéia.
O resultado foi excelente!!! Tão excelente que, na primeira parada geral da fábrica, ele enviou todas os equipamentos que ficavam expostos a corrozão para que aplicassemos o Conformal Coating.
Tudo bem que eu quase perdi o cliente, uma vez que as placas dele praticamente deixaram de apresentar problemas… Rsrsrs. Mas foi extremamente gratificante ir além do meu “servicinho” que era o de consertar os equipamentos do cliente. Foi muito bom mostrar para ele que estavamos tratando com atenção o seu problema e que nos dispusemos a encontrar uma solução para ele. A satisfação dele que foi imensa.
Bom, para quem tem problemas parecidos com os desse meu cliente e quiser o contato da empresa que presta o serviço de aplicação desse verniz, é só entrar em contato comigo para que eu possa passar todas as informações necessárias. Apesar de eu não trabalhar mais lá, indico os serviços dessa empresa pois todos eles são realizados com extrema competência e responsabilidade.
Que vocês tenham uma semana maravilhosa!
Beijos e até a semana que vem com mais um post saindo quentinho do forno. 😉

Publicado pelo Wordmobi

Ingressando no mundo da mobilidade

Há até uns oito meses atrás eu achava que os celulares serviam apenas para fazermos e recebermos ligações além de ser uma ótima agenda de telefones… Rsrsrs.
Mas meus conceitos mudaram. Tanto que eu estou postando este tutorial do meu celular!!!
A necessidade me fez mudar. Tenho uma vida muito corrida. Trabalho em dois empregos (um deles inclusive aos sábados) e nas horas vagas me dedico ao meu mestrado. No vai-e-vem do meu dia torna-se inviável eu ficar carregando um lap top para acessar meus e-mails e realizar tarefas triviais que fazem parte das minhas rotinas de trabalho.
Depois de avaliar todas as minhas necessidades e verificar as funções que os smartphones podiam me oferecer, decidi por comprar um E71 da Nokia. E olha, estou bastante contente e satisfeita com a aquisição.
Estarei preparando alguns posts contando para vocês como e quanto este meu novo brinquedinho tem me auxiliado.
Não posso deixar de agradecer ao meu amigo Mauro que foi quem me apresentou “a mobilidade”.
Quero destacar também o desenvolvedor da ferramenta que estou utilizando para fazer esta postagem. O nome dele é Marcelo Barros e o aplicativo é o Wordmobi (excelente, diga-se de passagem).
Confesso que ainda estou engatinhando quando o assunto é mobilidade. Mas prometo registrar aqui no Engenheirando cada passo da minha evolução.
Que todos tenham uma semana de muito sucesso.
Abraços.

Materializando a matemática por meio da eletrônica

Desde criança, sempre tive o sonho de ser engenheira eletricista. Sempre amei eletrônica e matemática. Isso era meio incomum para uma menina da minha idade, mas eu sempre fui incomum mesmo!!!… rsrsrs

Quando finalmente consegui ingressar na faculdade, de todas as disciplinas que cursei, eletrônica geral II foi a que mais se destacou. Quem lecionou essa disciplina para a minha turma foi o Profº Jorge. Todos meus outros professores que me perdoem, mas ele foi o melhor professor que eu tive em toda a minha vida. Muito prático e de poucas palavras, ele tem o dom de fazer você entender eletrônica.

Um dos tópicos que ele ensinou durante o curso foi a “síntese de circuitos”. Essa técnica consiste em “transformar” uma função de transferência em um circuito eletrônico. E é isso que vou mostrar bem sussintamente aqui neste tutorial. Eu não ficarei me prendendo a detalhes como o dimensionamento de componentes, por exemplo. A minha idéia aqui é de apenas comentar os mecanismos da síntese.

Para começar, vamos falar um pouquinho a respeito das funções de transferência. Essas funções são formuladas a partir do equacionamento do circuito e expressa a relação entre o seu sinal de saída e o de entrada. Aqui no Engenheirando, no tutorial que pode ser acessado aqui, você pode encontrar um exemplo de equacionamento da função de transferência de um circuito RLC série.

Vamos supor que precisamos montar um circuito eletrônico que possua a seguinte função de transferência:

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A primeira coisa que devemos fazer é “abri-la” isolando Vo da seguinte maneira:

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Dando uma estudadinha nas transformadas de Laplace (eu encontrei um material bem bacana sobre o assunto neste link), veremos que “s”, no domínio da freqüência, equivale a d/dt, no domínio do tempo. Então, reorganizando a equação acima, teremos:

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Montando o diagra de blocos desse circuito chegaremos ao seguinte:

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Bom, mas e agora? Cadê a eletrônica dessa equação e desse diagrama?!!! Pois é… Alguns circuitos utilizando, principalmente, amplificadores operacionais, realizam funções matemáticas.

O circuito derivador, por exemplo, pode ser montado na seguinte configuração:

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Já para o circuito que dá ganho existem duas configurações:

A inversora:

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E a não inversora:

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O circuito somador pode ser montado assim:

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Bom, agora é só montar as peças do quebra cabeça. ;). Sei que o circuito abaixo vai ficar com um layout meio esquisito, mas é que eu quis montá-lo mais ou menos com a mesma disposição do diagrama em blocos para que vocês entendam direitinho por qual circuito cada bloco foi substituído.

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Caso você queira se aprofundar nesse assunto, eu indico o livro Microeletrônica de autoria do Sedra (Editora Makron Books). Esse livro é excelente e tem um capitulo esclusivamente dedicado a este assunto.

Desejo uma semana excelente a todos.

Até semana que vem!!!

Manutenção Preditiva: Será que ela tem sido usada com sabedoria pelas empresas?

imagemPor muitos anos tive a oportunidade de trabalhar numa das maiores empresas do país, prestadora de serviços em manutenção preventiva e corretiva. “Mas a vida é uma caixinha de surpresas” (rsrsrs) e por causa do meu mestrado estive por dois anos fora do mercado me dedicando apenas aos meus estudos. Agora estou de volta e num novo ramo: A Manutenção Preditiva.

Antes de continuar discutindo o que quero expor aqui, vou dar uma breve explicação a respeito das diferenças entre manutenção preventiva, corretiva e preditiva. A preventiva é aquela “revisão” que fazemos no equipamento, que não está apresentando defeito algum, com o intuito de aumentar sua vida útil e evitar quebras em momentos inoportunos. A corretiva é aquela que é feita no equipamento que apresenta algum defeito ou falha de funcionamento, ou seja, é o conserto propriamente dito. E, finalmente, a preditiva é na verdade um “exame clínico” do equipamento que visa encontrar o seu “tendão de Aquiles”; em outras palavras, busca diagnosticar quais dispositivos estão prestes a apresentar defeito e quais são estes possíveis defeitos.

Bom, então vamos continuar no meu raciocínio.

Um dos principais intuitos, se não o principal, da manutenção preditiva é o de encontrar “pontos problemáticos” que, se não sofrerem nenhuma intervenção, podem culminar em uma parada de máquina que, como bem sabemos, é o que menos desejamos numa linha de produção. Máquina parada é sinônimo de perda de dinheiro. Então a idéia é que, sempre que for encontrado um ponto crítico em uma planta, deve ser criado um plano de ação com o objetivo de intervir nessa possível falha evitando seus decorrentes danos e paradas.

Agora, o que me intriga nisso tudo é que, trabalhando nesse ramo, percebi que algumas falhas encontradas por nós e informadas ao cliente são reincidentes nas próximas inspeções!!! Isso mesmo. Algumas empresas contratam a manutenção preditiva, mas acabam não criando nenhuma ação para evitar que os equipamentos que apresentam um grande potencial de falha seja danificado.

Daí eu me pergunto: Por que diacho é que as empresas pagam caro por esse tipo de serviço e não usufruem dele?!

Pois é, conversando com algumas pessoas sobre o assunto, a expressão que melhor encontrei para representar a resposta à minha pergunta é “péssima gestão da manutenção”. Para vocês terem uma idéia, em algumas inspeções, a própria equipe de manutenção da empresa contratante acaba deixando escapar que só estão fazendo a preditiva por causa das benditas auditorias!!! Vocês podem acreditar nisso?! Bela auditoria está sendo feita, não é mesmo? Uma auditoria que não percebe que em todas as preditivas realizadas são sempre os mesmos equipamentos que apresentam falha!!! E que a quantidade desses equipamentos nunca diminuem, pelo contrário, em cada inspeção aumenta a incidência de pontos críticos. Está tudo errado, não está? Ou será que eu é que sou muito “certinha” e estressada?!

Acho que está na hora de mudarmos essa cultura. Pararmos de jogar dinheiro pelo ralo e começar a utilizar com sabedoria e responsabilidade os recursos que nós temos em mãos. O dinheiro desperdiçado com esses absurdos pode ser canalizado em outros investimentos.

Vou encerrar este post deixando-o em aberto. Acho que esse é um assunto a ser discutido. Qual é a sua opinião a respeito desse assunto? Você tem alguma outra resposta à minha pergunta?

Espero os comentários de vocês. 😉

Abraços e uma excelente semana para todos.